quarta-feira, 11 de novembro de 2009

NA SALINHA PARTE 2

Ora Dr. como posso falar em meu potencial altruísta se eu mesma me considero a pessoa mais egoísta do mundo??
Vamos, me esclareça.
Mas, como posso me considerar egoísta se abro os meus armários e dou tudo o que tenho.
Bem.. Verdade é que só dou o que não mais quero.
Isso é agoísmo.
Tá bem, já faz tempo que venho dizendo que sou agoísta, assumida.
Você acha que egoísmo é defeito?
Você quer que seja um defeito. Você quer ter defeitos. Ser má. Perversa. Oportunista.
Chantagista. Golpista. Estrategista. Pervertida.
É! ! Mas só me atrapalho.
É difícil ser eu.
Não é qualquer um que consegue me ser.
Me ser??? Pode isso??
Você se preocupa muito com as palavras.
Pois é! !
Sou ligada a elas o tempo todo.
Por que será?? Ou elas são ligadas a mim??
O que seria de mim se eu fosse muda? Como poderia fazer os meus barracos?
Dar ênfase as frases, aos palavrões, entonação, agressão, sonoridade, expressão as minhas falas?
Prefiro a cegueira. Tanto quanto ficar sem pernas do que sem carro.
Ninguém diria isso, não é?
Claro. As pessoas tem medo das palavras.
Eu não tenho. Definitivamente.
Ao contrário, uso e abuso delas.
Eu as enfrento, desafio, chamo...
É possível alguém desafiar as palavras?
Só mesmo tu, metida, quer confrontar tudo, todos, o sistema, o planeta se pudesse.
Destemida. Fingida.
Credo!! Não posso me considerar destemida só por que não tenho medo das palavras.
Puxa! Nem acredito que disse tamanha bobagem.
Acredito sim. Adoro dizer bobagens. A vida é uma bobagem.
Mas voltando. Eu é que sei a força que as palavras tem.
É por causa delas que estou aqui...
Que vou parar na delegacia...
Que tenho que responder a processos..
Tudo bem, já estou acostumada.
E quer saber. Adoro isso.
Adoro me enrolar nas palavras, com as palavras e por causa das palavras.
Aliás é justamente à custa delas que depois eu me livro das confusões.
Mas é por causa delas também que eu me agrido, me critico e escrevo este textículo.
Pois é...Mas eu estava onde mesmo?
No egoísmo e altruísmo.
Bah! tava mesmo prestando atenção, não consegui te pegar.
Por que será que vivo testando as pessoas?
Não sei. Pensa.
Ora pensa. Será que tu não pode trabalhar um pouquinho?
Fica aí sentado como um Buda esperando que eu resolva todos os meus problemas.
E ainda tenho que pagar por isso.
Pensa. Por que tu acha que testa as pessoas.?
Porque, ora.. por que...sei lá... será que dá prá me responder, qué rido.
Não a fim de pensar. Quero ouvir. Preciso ouvir. Não falar.
Pensa.
Quem sabe se para confirmar minhas expectativas com relação aos outros.
Expectativas é? Isso me remete a algo.
É... sei lá...será que ainda espero algo de alguém?
Ele faz aquele movimento de cabeça, olhos, dedos na boca, todos projetados para cima e que confirmam o que digo.
Imagina eu, logo eu, independente, poderosa, cheirosa, gostosa e sem um tostão, ainda esperar alguma coisa de alguém.
Ele vai empurrando a cadeirinha.
Que raiva me dá.
Quando as coisas parecem começar a fazer sentido.
Termina minha hora. Me iludo que é minha hora. Mas é hora dele.
Já tá empurrando a cadeirinha?
Ela dá uma risadinha e projeta a cabeça para trás, levanta as sobrancelhas...
Lamento é a tua dinâmica.
Vou embora com a cabeça cheia de dúvidas.
A bolsa cheia de receitas e remédios.
E a carteira vazia.
Sem definições, sem respostas como sempre.
Isso já faz três anos.
Fica tudo flutuando e durante a semana se acomodando.
Esse será meu trabalho intelectual da semana.
Minha lição de casa. Pensar.
A cabeça vazia que é a oficina do Diabo, deve ficar ocupada.
Tudo bem eu até ocupo.
Mas sempre deixo um espacinho para os meus Diabinhos.

LILI

Lili era uma garotinha de seis aninhos.
Muito esperta e lindinha.
Era loirinha, branquinha, cabelinhos lisos e muito.....
Mas muito falante.
Adorava falar com suas plantas, bonecas, pessoas...
Tudo que pertencia ao seu mundinho de menina do interior.
Falava sozinha, com sua mãe, com o tio da venda, da loja, da farmácia.
Lili era sozinha.
Talvez esse fosse o motivo para tanto falar.
Sentia-se acompanhada por sua própria voz.
Aos sete anos Lili foi para a escola.
Aprendeu a ler e a escrever.
Fez muitas amiguinhas.
Daí sim ela tinha com quem falar, contar histórias, inventar e interagir.
Suas coleguinhas ficavam encantadas com as maravilhas que saiam de sua boquinha.
Alfabetizada, Lili começou a ler tudo o que aparecia na sua frente.
Rótulos, cartazes, placas, receitas da mamãe, bulas da vovó.
Nada escapava ao olhar e leituras atentos de Lili.
Lili começou, então, a frequentar a humilde biblioteca de sua escola.
Lia, lia, lia. Lili lia tudo. Sem parar.
Contos, fábulas, romances e até literatura não compatível com sua idade.
Sua mãe, preocupada, quis saber dela se tudo estava bem e por que lia coisas que não interessavam e até que não entendia.
Lili, séria, respondeu:
Eu adoro as palavras, mamãe.
Sua mãe, sempre atarefada, não entendeu e nem tinha tempo para entender.
Se tudo estava bem, não seriam as palavras que iriam fazer mal.
E Lili continuou com sua busca pelas letras, pela literatura...
Aos 11 anos o vocabulário de Lili, já era por demais extenso para sua idade.
Suas leituras já não traziam mais novas palavras.
Foi então que Lili recorreu ao dicionário.
Leu do início ao fim e com uma canetinha rosa, marcava somente as palavras que,
NÃO conhecia!
Mostrou para sua mãe.
Olha mãe! quantas palavras eu não conheço...
Como é Lili?!
Marquei as que eu não sabia.
Sua mãe ficou apavorada..
Filha... desse baita dicionário, você só não sabe...uma, duas......vinte e três?!
É! hum! legal, ?
Disse sorrindo, como criança feliz e como se fosse a coisa mais normal do mundo.
Bem. Se seu prazer eram as palavras e todas já eram conhecidas, parece que Lili estava com
problemas.
E agora? O que vou fazer?
Lá dos fundos sua mãe gritou:
Liliiiiiii!, vai usar sua mochila amanhããã?
Queeee?
Usar, a mochila, rosa, amanhããã...
Usar, usar, usar.
Meu Deus, mochila, palavras...Vou mãe! não lava! lava! Vou usar.
As palavras. Quer dizer a mochila.
Uiiiii, que confusão!!
Eis que chegara o grande momento de Lili.
O momento de usar TODAS as palavras que conhecia.
E Lili começou a escrever.
Passava o dia todo escrevendo.
Não importava a modalidade. Tudo servia de inspiração.
A mãe, o cachorro, o pé da mesa, uma folhinha que caia.
Tudo virava palavra palavra, frase, parágrafo, capítulo...
Lili tinha um vocabulário muito extenso.
Gastar todas aquelas palavras não era fácil.
De repente, sua mãe percebeu que Lili já não a procurava para falar, discutir, contar e contar.
Lili que era uma tagarela começou a silenciar e isso preocupou sua mãe que até então, nem sabia o quanto gostava daquela gasguita trovando em sua volta.
Lili! Por que você está tão quietinha ultimamente?
Não gosta mais de conversar com sua mãezinha? Não fala mais como uma caturrita nos meus ouvidos?
escrevendo mãe. gastando minhas palavras.
Gastando? Como pode isso?
Usando mãe, usando as palavras que estão dentro da minha cabeça.
A mãe de Lili saiu do quarto e não entendeu nada.
Lili mudou.
Já não era mais a mesma menina.
Não cumprimentava as pessoas.
Não falava mais com a mãe.
Nem com as coleguinhas.
Tampouco sozinha.
Lili emudeceu.
Só escrevia, escrevia e escrevia...
Palavras soltas frases parágrafos cartas contos fábulas novelas romances.
Tudo de todos os gêneros.
Lili não sorria mais, pois colocava o sorriso no papel.
Lili não ia mais para a escola, pois já não tinha mais o que aprender.
Lili se machucou e não chorou, pois o choro ela havia gastado no papel.
Lili só falava com as folhas dos cadernos.
E com mais ninguém...
Lili começou a emagrecer, não sentia fome.
Se alimentava de palavras.
Lili, aos 15 anos, já não dormia mais.
Compulsiva, precisava escrever durante a noite, era a hora que mais produzia.
Nada mais ele conseguia fazer além de escrever.
E assim, Lili foi murchando, emagrecendo, desconhecendo até a mãe.
Morrendo aos poucos.
A medida que definhava, punha forças em suas mãos para continuar escrevendo.
Seus textos ficavam mais complexos, tristes, filosóficos, incompreensíveis.
Mórbidos.
E Lili, a garotinha, estava morrendo.
Morrendo de tanto escrever.
Sua mãe, enlouquecendo, se culpando.
E a Lili esvaziando-se em palavras...
...Sua cabeça, seu corpinho.
Até que Lili morreu.
Tinha quase 16 anos e sua última e mais difícil frase foi:
Mamãe, eu fui um
b
a
l
ã
o!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Um Cidadão

Óia moça!
Eu vim da roça. Toda vida tive cumpé na terra.
Nunca fui praiscola!
Mais sempre fui muinto macho!
Cum 15 anu, já tinha fiu.
Cum 20, já tinha uns 5 fiu.
Tudu fiu dumas quenga!
Eu era bunitão, fumava, sacumé?
Quando achei uma muié direita, casei.
Tive mais um montão.
Tudu omi, muié...
Hoje... Tá tudo espraiado puraí.
Us primero, já não vejo fais uns 50 anu.
Não lembro mais nem us nomi.
Agora, esse aí, piquenu ainda...
cuidando.
Do jeito qui posso!
A mãe se foi cum carrocero...
Eli qui mi cuida!
trabaia, mais.......trabaia, que é uma beleza!
Me da quasi todo dinhero.
na venda, pegum punhado di cada coisa...
Ea gente vai levando...
É purisso quele num vai praiscola.
Não gosta!
Acho que meus fio, ninhum gosta.
Tudu qué trabaiá!
Mais si a moça qué quele vai praula...
Si a pulícia obriga..
Que nóis fais?
Morre di fome?
Eu, já véio. Num presto prá mais nada.
Sielistudá, não vai trabaiá?
Istudo não dá dinhero, sustento, sabe?
Intão, si ocê dicidi nossa vida...
Nóis dexa nas mão de Deus.
Istuda ou morre di fomi.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O Diabo e Eu

Certa madrugada, acordei com um forte abraço.
Era em forma de conchinha.
Mas era tão ruím, mas tão ruím!
Que só podia ser o Diabo
Parecia ser um bicho preto, peludo e gelado.
Embora eu não o visse.
Tinha um sorriso sarcástico e babava no meu pescoço.
Uma baba fedorenta!
Pude sentir suas unhas duras e pontudas fincando minha barriga.
Era aquilo, me apertando e tentando se aconchegar.
Tive uma sensação estranha de nojo, aversão e repulsa.
Mas não de medo!
Se era o Diabo e queria me seduzir, que se comportasse melhor.
E se queria me assustar se deu muito mal.
Ele que vá tentar assustar quem dele tenha medo.
Levantei, no escuro, fui até a cozinha, peguei um copo, servi água, bebi.
Voltei para a cama.
E o Diabo?
Que vá para o raio que o parta!

sábado, 5 de setembro de 2009

MULHERES QUE PRESCINDEM DE HOMENS

CORAGEM, MENINAS!
É preciso ser muito macha para confessar uma coisa dessas.
Mas é a pura verdade!
Somos demais e, felizmente já não precisamos mais de homens!
É a mídia que nos faz sentir verdadeiras extra terrestres, assexuadas só porque não precisamos deles.
Não que eles nâo sirvam em momentos decisivos em nossas vidas.
Como a maternidade, mas até isso já pode ser resolvido sem a presença invasora deles!
Lamento. mas seus dias estão contados.
Falo para um público específico de fêmeas, não sei como definí-las:
São belas, hiper femininas, sedutoras, saudáveis e principalmente- heterossexuais.
Trabalham, vivem, se divertem e tem, felizmente, ainda o desejo de serem mães.
Mas o homem fica em quinquagésimo plano.
Orgasmo não é mais fator fundamental para ter um marido ou namorado.
A tecnologia, a criatividade de uns que já previam isso, está dando conta do recado.
Isso para aquelas que eventualmente sentem aquela vontadesinha passageira.
Sabe aquela que vem no período fértil.
Mas pense bem:
Vale a pena ter uma mala do seu lado só para dias de ovulação?
E se você não quer engravidar? vale a pena?
30 segundo de prazer que podem ser uma tortura logo depois que termina.
Tudo que se quer é um banho e cair fora.
É?ou não É?
Confessa
Coitadas das casadas que tem que cumprir seu papel de esposa para não perder o príncipe encantado.
Príncipe que só o é no começo, depois vira um sapo fedorento, bafento, barrigudo, cheio de manias, brigão, exigente e peidão.
Ei garota acorda!
Já pensou você ter que abrir as pernas sem vontade, te deixar penetrar sentindo mais asco do que prazer...
Cai fora, sai dessa.
Tem coisa melhor na vida do que isso, do que certos homens.
Nem falo das obrigações domésticas, lavar cueca fedorenta, camiseta com cecê, as vezes até as roupas do time de futebol do animal e tenho certeza de que muitas dão graças a Deus quanto ele vai jogar e por lá fica horas e horas.
Só não sei por que reclamam: Isso são horas de chegar??
Parece uma coisa falsa.
Uma coisa imposta pela sociedade de que o homem deve ficar do lado da mulher o tempo todo.
Que coisa mais estranha, não consigo me acostumar a isso.
E olha que já tentei.
Mídia, maldita mídia.
Nos faz parecerem estranhas por pensar diferente, por não querer esse tipo de vida.
Esse tipo de invasão doméstica, pessoal, corporal e até intelectual.
É ainda o famigerado machismo que insiste em imperar.
Mas ele está com os dias contados.
As famílias são cada vez mais compostas só de mulheres, que dão conta do trabalho sozinhas e sem a intervenção do outro.
Sabe quem é esse outro?
Um verdadeiro estranho, que você pouco conhece, mal sabe dos seus costumes, hábitos, crenças e vem se meter em sua vida, dar palpites na criação do filho atrapalhando mais do que ajudando.
É quando a criança se vê em conflito, não sabe se acredita num ou no outro.
Um passa por bonzinho e o outro é o ruinzinho.
Chega meninas!
Nós não precisamos deles para nada!
Não se venda, não se prostitua, não se deixe invadir sem vontade.
Coragem para dizer não!
Do nosso corpo cuidamos nós, não precisamos de assessoria externa!
Quando temos vontade de espirrar, não precisamos de ninguém ?
Para fazer cocô a mesma coisa.
Para parir muito menos.
O Criador foi perfeito e disse "crescei e multiplicai", não disse "crescei, casai e mutiplicai".
Tampouco " aturai "
Então assuma, não tenha medo de ir contra a mídia que nos impõe.
Sexo, sexo, sexo.
Caso contrário você é anormal, frígida, alguns diriam.
Coitados, nada sabem do universo feminino.
Mas se amamos de verdade a situação é outra.
O amor pede e a gente cede.
O problema é saber quando amamos e somos amadas de verdade.
Outra situação é ser amada e não amar - lamento, mas não rola.
Outra situação pior ainda é - amar e não se amada - também não rola.
O empate seria o ideal - não seria esforço nesse caso.
Difícil é isso acontecer.

Naira Zanatta Luiz 23:52 do dia 05/09/09



quinta-feira, 16 de julho de 2009

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sexta-feira, 10 de julho de 2009

AOS 45 DO PRIMEIRO TEMPO, 22,5 NA HORIZONTAL


Fazer o texto é fácil, difícil foi a conta.
Péssima em matemática.
Um raciocínio tão óbvio!
Dorme 12 horas, só pode viver pela metade.
Comparando a um jogo de futebol: 22,5 minutos dos 45 do primeiro tempo, passou no banco.
Se a vida fosse um jogo, e o é, o técnico já me teria tirado do time.
Mas por que o Técnico Maior ainda não me tirou do jogo?
Ele deve ter Suas razões:
Quanta bobagem terei deixado de fazer durante esses 22,5 anos?
Maldades, bondades, pensamentos bons e ruíns.
Quanto prejuízo à natureza terei evitado: água, luz, telefone, gas, gasolina.
Quanto lixo deixei de produzir: papel higiênico, garrafas, latinhas...
Quanto deixei de comer, de engordar, de adoecer?
Quantas pessoas evitei de magoar, matar, ignorar, hostilizar, enganar, amaldicoar...
Quantas deixei de amar, acariciar, beijar, alentar, abencoar?
Quanto deixei de ensinar, aprender, escrever, chorar?
Quanto sexo deixei de fazer?
Quanto de meu corpo preservei?
Quantos filhos deixei de ter e quantos abortos evitei?
Quantas decepcões deixei de ter e causar?
Quanto deixei de saber, pensar, ponderar, confrontar, me envolver e me arrepender?
22,5 anos de uma vida, dormindo, é passar a metade da existência sem fazer mal a ninguém, nem bem.
Evita coisas. Por isso durmo, sem culpa e com prazer.
Dormir faz bem à saúde e aos outros.
Horas dormidas não são perdidas. São ganhadas.
Descansa o corpo, sossega o espírito, faz bem para a pele e emagrece.
Dormir 12 horas é como morrer 12 horas por dia.
Portanto metade da vida estive morta.
Que bom!
É um sono espontâneo, providencial, na medida de quem precisa viver assim para, quem sabe,
aguentar o segundo tempo do jogo da vida,
O Criador já sabe quem não quer jogar, mas precisa.
Talvez essa seja a ideia: de que eu viva 90 anos.
Credo é muito!
Então, Ele encontrou essa solucão: viverá só 45 dos 90 de que precisa cumprir.
Uma concessão por eu ter sido boazinha, até agora.
Também! Nem tive tempo para ser ruím! Eu estava dormindo!
Gosto de viver assim e quero continuar assim.
Para alguns é desperdício de vida.
Não sou perdulária ao contrário, sou econômica.
Viver pela metade é economizar vida.
Deixo tudo para dormir: namorar, comer, comprar, pagar, passear, conversar, cinema, teatro.
Me deixo também, me esqueco, não me olho, não me sinto.
É uma anestesia dormir.
Os compromissos? Fica tudo para depois, para o outro dia...
Nada é tão importante.
A cama me chama, está sempre pronta e disposta para mim, para meu corpo.
Não tenho colcha. Tenho bons lencóis, cobertores e travesseiros. Invisto nisso.
A vida me cansa, a cama me conforta.
A vida me estressa a cama me leva ao sonho ou ao pesadelo.
Não importa.
Sou dorminhoca assumida!
Dondoca? não.
Trabalho? sim, manhã e noite.
Fujona? talvez.
Alienada? Sim, no sentido que preferir.
Sinta-se à vontade para analisar o texto e quem o escreve.
Mas, quer um conselho bom?
Vai dormir que passa.